Busca

Marketing Cinema e Televisão

Marketing e Varejo

Categoria

Empreendedorismo

Empresário americano cria doçaria com cupcakes ‘másculos e sem frescuras’

A Butch Bakery é uma loja on-line que vende doces sem enfeites para o público masculino – mesmo que a maioria dos seus clientes seja mulheres – e espera abrir cinco lojas físicas em 2010

Se você conhece um cupcake, sabe como esses bolinhos de massa leve podem ser cheios de “frescuras” na decoração: granulado colorido, enfeites, cobertura. O negócio do americano David Arrick são os cupcakes, mas versões sem frescuras. São cupcakes, digamos, mais másculos.

Com essa ideia, o antes corretor abriu a Butch Bakery (Doceria Machona, em tradução livre), loja virtual que opera diretamente de Manhattan, Nova York. O conceito surgiu enquanto Arrick passava na frente de uma famosa loja desse tipo de bolinho. A fila na porta era imensa. “Eu tenho que entrar nessa onda”, pensou, para logo depois acrescentar, “mas onde está a doceria para meninos?”

Investiu US$ 25 mil para começar o negócio. Pediu a ajuda de consultores para criar uma forte presença on-line e de doceiros para criar suas receitas, que receberam sabores e nomes dignos de figurar no cardápio do Rambo ou do Chuck Norris: o “Driler”, com cobertura de ganache de chocolate e bacon; e o “Beer Run”, de cerveja de chocolate, com recheio de creme de cerveja e cobertura de minipretzels. Uma caixa sai por US$ 48, com 12 sabores, mais US$ 8 de taxa de entrega.

O empresário projeta faturar US$ 5 mil por mês, mas o mais irônico é que 90% das clientes da empresa são mulheres. “Eu classificaria esse mercado como ‘Presentes que você dá para um cara’”, afirma Arrick em entrevista para o site da revista Entrepreneur. O americano já tem um contrato para escrever um livro de receitas com 50 opções fáceis de preparar pelo público masculino e espera abrir lojas físicas em Chicago, Boston, Los Angeles, São Francisco e Miami em 2011.

Fonte: PEGN

Um passeio pela World Expo 2010

A Época NEGÓCIOS foi à maior feira de negócios do mundo, que acontece na China até o final de outubro.

Serão seis meses de evento, nos quais estão sendo esperados 70 milhões de visitantes.

Assista ao vídeo e entenda melhor o que é e como funciona a World Expo 2010.

Especial: Expansão de O Boticário agrega ruas e shoppings

Rede de cosméticos investe nos dois modelos para atingir três mil lojas em 2010

O dilema loja de rua x shopping não cabe para O Boticário. A rede investe nos dois modelos e pretende fechar o ano de 2010 com três mil pontos-de-venda, mostrando que as duas opções de varejo são complementares para a estratégia de crescimento da marca de cosméticos. O projeto foi iniciado em 2007 com um novo modelo de ponto-de-venda para as novas lojas, enquanto outras foram relocalizadas, reformadas e padronizadas com a arquitetura.

A expansão da rede atingiu o número de 915 franqueados e cerca de 870 produtos. O resultado do investimento é de R$ 3,5 bilhões em faturamento no ano passado. Das 2.840 lojas, 68% estão localizadas em ruas. Só elas correspondem a 55% do faturamento do grupo. Os shoppings são os endereços de 15% dos pontos-de-venda, que representam 30% da receita da marca que abre, em média, 200 lojas abertas por ano.

As diferenças regionais fizeram o projeto de expansão da empresa dividir o Brasil em três grupos. Os municípios onde não havia lojas, os que possuem poucos pontos-de-venda e as grandes cidades. Para cada modelo, a companhia dispõe de 40 consultores que avaliam os espaços e dão o aval para o início do projeto. Depois de verificar o potencial destas regiões, a rede se baseia em um sistema de filtros estatísticos que avalia a renda média dos habitantes da região, o seu potencial de mercado para novas lojas, o custo por metro quadrado e o retorno para o franqueado.

Expansão em dois modelos

Apesar de parecer mais fácil, dos grandes municípios brasileiros avaliados no processo de expansão, apenas 60% deles ofereceram reais condições de efetivar a expansão da rede. “Abrir novas lojas, relocalizar, ampliar os pontos-de-venda e padronizar a arquitetura são movimentos feitos ao mesmo tempo. Demanda ferramentas de gestão. Por isso criamos o Sistema de Gerenciamento de Processos Construtivos”, aponta Osvaldo Braga Moscon, Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

O planejamento de expansão das lojas teve forte crescimento no faturamento das lojas de rua. Em algumas delas, a movimentação de consumidores é maior do que qualquer shopping poderia ter. “O número de pessoas que entram nas lojas de rua O Boticário é menor do que nos shoppings. As lojas de rua têm menor capacidade de captar, mas tem um índice de conversão maior do que o dos shoppings”, diz Moscon.

O comércio de rua atrai principalmente os consumidores que residem próximos a ele. O tempo máximo de deslocamento que o cliente suporta para chegar ao local de compras é de até 15 minutos, segundo um estudo interno da companhia. A diferença dos shoppings é que a população flutuante não mora perto, mas trabalha próxima destes centros ou estão de passagem pela região por um motivo qualquer. Para fazer disso uma oportunidade, O Boticário investe em Geomarketing, fazendo o cruzamento de dados como a renda média dos consumidores da região e o número da população flutuante do pólo.

Estudo caso a caso

Para escolher os locais ideais para abertura ou reforma das lojas, a empresa estuda a densidade do comércio daquela região, o número de pontos comerciais e até a correlação dos segmentos de outras lojas com os produtos O Boticário. A origem e o destino dos consumidores que entram nas lojas de rua também fizeram parte do estudo que validou a expansão da marca de cosméticos. “Uns saíram de casa para comprar, outros estavam voltando do trabalho. Ao compararmos as lojas de rua com as de shopping, de supermercados e as de galerias verificamos que 50% dos que passavam por ela efetuaram uma compra”, conta o Gerente Executivo de Canais de Vendas do Boticário.

Em um processo de relocalização, O Boticário transferiu uma loja de rua para outro logradouro na mesma região, já que a fachada era obstruída por uma árvore. No novo endereço, o número de pessoas dobrou e, consequentemente, aumentou a receita da loja. Em uma outra ocasião, uma simples mudança de uma rua para outra fez com que o trânsito de consumidores passasse de 200 para 600 pessoas a cada hora.

O espaço interno tem custo mais baixo do que os shoppings, está mais próximo do consumidor, é imune à gestão do shopping e possui mais liberdade para realizar ações de Marketing. Já os shoppings oferecem estacionamento, são ambientes planejados e não sofrem interferência de decisões políticas sobre o tráfego de uma região. Além disso, estão alheios ao projeto “Cidade Limpa” e às influências climáticas, como enchentes e poluição sonora, por exemplo. “A atuação nos dois modelos de varejo faz com que se perceba vantagens em ambas”, completa Osvaldo Braga Moscon, Gerente executivo de Canais de Vendas de O Boticário.

* com reportagem de Bruno Mello.

 

Fonte: Mundo do Marketing

Quase metade das indústrias tem entre um e quatro empregados

Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa 2008 revela que esses estabelecimentos englobam em torno de 6% do pessoal ocupado total e são responsáveis por cerca 1% do valor da transformação industrial

 

Quase metade das empresas industriais do Brasil possui entre um e quatro trabalhadores. É o que revela a nova Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa 2008, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Correspondendo a aproximadamente metade do número de indústrias (47%), essas empresas englobam em torno de 6% do pessoal ocupado total e são responsáveis por cerca 1% do valor da transformação industrial (VTI), ou seja, a diferença entre o valor bruto da produção e os custos das operações.

É a primeira vez que a pesquisa mede dados referentes a estabelecimentos que empregam entre uma e quatro pessoas.

Já as aproximadamente 165 mil empresas que possuem cinco ou mais pessoas ocupadas têm receita de vendas de R$ 1,7 trilhão, o que representa 99,1 % do total. Os gastos com pessoal foram da ordem de R$ 131 bilhões, ou seja, 98,4%. Os custos diretos da produção ultrapassaram os R$ 131 bilhões e os investimentos brutos realizados para o ativo imobilizado1 atingiram cerca de R$ 138 bilhões.

O número de empresas industriais no Brasil cresceu 10,8% na comparação entre 2007 e 2008, segundo a pesquisa do IBGE, passando de 279.820 para 310.017. O segmento, que emprega cerca 7,9 milhões de pessoas, teve receita de R$ 1,8 trilhão, sendo que o VTI foi de R$ 722 bilhões. Os gastos com pessoal ultrapassaram os R$ 225 bilhões contra os quase R$ 195 bilhões no ano anterior.

A pesquisa mostrou, ainda, que o tamanho médio das empresas diminuiu, passando de 27 pessoas ocupadas em 2007 para 25 em 2008. Isso porque o avanço no número de empresas foi maior que o de pessoal ocupado, este da ordem de 5,5%. Em termos nominais, notou-se crescimento da receita líquida de vendas (17,4%), do VTI (20,2%) e dos gastos com pessoal (16,1%).

 

Fonte: PEGN

Marketing de experiência impulsiona crescimento de PMEs

Companhias aderem ao modelo de ações inusitadas oferecidas por O Melhor Da Vida

 

Experiências mais procuradas em O Melhor Da Vida são das categorias Sport, Zen e Gourmet

 

As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras aderiram ao marketing de experiência para motivar funcionários e revendedores. O cenário tem como base duas vertentes: o controle de gastos que impedem uma premiação alta em dinheiro e uma experiência relevante em que o participante dificilmente esquecerá. Especialista neste tipo de estratégia, O Melhor Da Vida oferece opções de experiências de acordo com o perfil da empresa e dos seus colaboradores.

Para as empresas, esta é uma forma de ativar as vendas principalmente em períodos de poucas transações comerciais. Já para os que concorrem ao prêmio, o serviço voltado para as PMEs engloba atividades que podem ser feitas em família, de acordo com a vontade do ganhador.

As opções de experiências oferecidas por O Melhor Da Vida são baseadas em pesquisas de desejos e tendências. Hoje, as mais procuradas estão entre as categorias Sport, Zen e Gourmet. O sucesso destas ações mostra que as pessoas necessitam de experiências de vida mesmo estando cercado por avanços tecnológicos.

Desejo material X desejo vivencial

Transmitir o desejo material para o desejo vivencial. Este é o objetivo de O Melhor da Vida, segundo o CEO da empresa. Este tipo de premiação é interessante para as PMEs porque sai do convencional e faz com que a empresa se destaque perante os concorrentes se for direcionada ao consumidor. Para o funcionário, o experience marketing integra o funcionário com a marca. “É a realização de pequenos desejos que eles podem compartilhar com a família. É uma tendência de mercado já que cresce a preocupação com o bem-estar, com a saúde e a procura de soluções anti-stress”, afirma Jorge Nahas.

O serviço de experiência oferecido para as pequenas e médias empresas pela agência pode ser adquirido por R$ 49,00. A empresa desenvolveu um programa de incentivo de acordo com a necessidade da contratante onde o pagamento só é feito após a ação. “O desembolso acontece apenas se as metas forem atingidas. Não é um tiro no escuro e uma forma da empresa autografar o coração do funcionário”, conta Nahas.

O discurso é atraente. Um voo de balão, uma sessão de massagens em um Spa, a degustação de vinhos, um voo de asa delta… Tudo isso ajuda na construção da identidade de uma empresa que quer ser lembrada tanto por clientes quanto por funcionários com carinho. Indo de encontro com o impulso do consumidor de quer ter bens materiais, O Melhor Da Vida propõe a busca por se sentir mais vivo. “A experiência faz o coração bater mais forte, nos faz sentir mais humano e isso mostra que não precisamos do que é tangível”, acredita o CEO de O Melhor Da Vida.

Dirigir uma Ferrari não tem preço

A Frajo Internacional, distribuidora de perfumes e cosméticos, adotou as experiências para impactar os lojistas e os seus vendedores. Há dois anos a companhia investe em prêmios “vivos” para atingir as metas estabelecidas. “Ao todo, foram 134 lojistas participando, o que gerou um crescimento de 58% em média, em volume de vendas”, diz o brand manager da Frajo, Liduardo Godoy.

Tanto crescimento pode ser facilmente compreendido quando a experiência em questão é dirigir uma Ferrari na Itália. Esta experiência foi oferecida para três lojistas dos 15 que participaram. Estes terão a oportunidade de desfrutar do prêmio em julho, enquanto os outros 12 receberam carros gigantes de controle remoto e relógios originais da Ferrari. “Eles entendem que é algo diferente do que ganham sempre. A percepção do prêmio é diferente. Na época do Natal devemos oferecer uma ação para os vendedores com experiências mais baratas do que andar de Ferrari na Itália”, adianta Godoy.

É inegável que o experience marketing incentiva mais os colaboradores do que prêmios em dinheiro. Além disso, no caso das PMEs, as ações de experiência são uma forma de evitar grandes gastos. “É uma forma de chamar a atenção e incentivar os colaboradores a terem um melhor resultado por meio de um investimento reduzido”, salienta o brand manager da Frajo Internacional.

Percepção maior e custo menor

A Formaplas conseguiu alavancar as vendas de móveis planejados no pior mês do ano para o setor: dezembro. Nesta época do ano, os arquitetos fecham seus escritórios para celebrar o final do ano, mas em 2009 foi diferente. A empresa realizou uma ação onde os arquitetos ganhavam pontos de acordo com as indicações feitas para a Formaplas. A ação fechou a cota mensal de vendas da empresa e inovou no quesito premiação.

Esta iniciativa fez com que a Formaplas entendesse que uma premiação de R$ 500,00 não tem o mesmo valor que oferecer um almoço com um chef de renome em um restaurante apurado. “Para as empresas pequenas os prêmios em dinheiro devem existir em determinado momento do ciclo de vendas. As experiências inusitadas geram uma percepção maior por um custo menor”, avalia Ana Lucia, consultora de marketing da Formaplas e responsável pela ação feita em parceria com O Melhor Da Vida.

O leque de opções de experiência é grande. Porém, o fato da pessoa poder escolher o seu prêmio é outro diferencial. “Ele escolhe o que quer dentro de um valor estipulado e isso deixa a pessoa mais motivada. O dinheiro acaba logo e será esquecido rapidamente. Por isso já implantamos no plano de vendas anual com premiações trimestrais para os vendedores”, completa Ana.

 

Fonte: Portal Exame/Mundo do Marketing

Empreendedor inglês inova na maneira de vender vinhos

Produto faz sucesso entre solteiros e foi apresentado em reality show

 

 

O empresário James Nash inventou uma nova maneira de vender vinho, que garantiu o sucesso de seu negócio fundado recentemente, chamado Wine Innovations. Nash desenvolveu uma simples embalagem em que o vinho é vendido em uma taça descartável lacrada, com uma dose suficiente para apenas uma pessoa. Atualmente o M&S Le Froglet da empresa londrina Mark and Spenser, o vinho é vendido de forma muito semelhante a iogurtes. A embalagem, inclusive, é reciclável. Batizado de The Tulip, cada taça de vinho custa cerca de R$ 5,90.

Para ajudar a capitalizar recursos para lançar o produto no mercado, Nash recorreu a um reality show britânico de inventores, chamado Dragon’s Den, em que uma banca de juízes avalia invenções diversas e pode ceder investimentos para o lançamento de tais invenções em produção em massa. O empresário, entretanto, foi dispensado; sua ideia foi considerada boba. Persistente, o empreendedor continuou e, com apoio de alguns empreendimentos como a própria Mark and Spenser, lançou seu produto no mercado, que tem tido boa recepção do público inglês, principalmente os solteiros e adeptos de piqueniques ou de uma simples taça de vinho durante um almoço. Atualmente, a Wine Innovations, que é sediada em Londres, fornece o suprimento de estoque para o Reino Unido e outros países da Europa, e a empresa diz que o produto estará disponível nos Estados Unidos em breve.

 

Fonte: PEGN

Produto deixa homens fazerem gols enquanto urinam

Ideia da marca é fornecer um produto divertido para bares

 

Além da vantagem de fazer xixi em pé, a marca TheWeee quer permitir aos homens uma diversão maior enquanto estão fazendo sua necessidade biológica. O produto TheWeee é uma grade de urinol com um pequeno golzinho e uma bolinha de futebol. A ideia é que o rapaz se distraia enquanto tenta fazer o gol, empurrando a bolinha com a urina. Um pequeno elástico faz com que a bolinha volte para o seu local original. O produto é voltado para bares, em especial àqueles que têm costume de exibir jogos. Um kit com dois sai por R$ 35. Também estão disponíveis versões de hockey e futebol americano.

 

 

 

 

Fonte: PEGN

 

Marcas do Paraná vão mostrar sua identidade no Rio-à-Porter

Pela segunda vez, Sebrae no Paraná apoia o evento oficial do Fashion Rio e reforça a estratégia para consolidar o estado como produtor de moda

 

Quatro grifes participam do espaço Moda Paraná no Rio-à-Porter – Salão de Negócios de Moda e Design do Fashion Rio, que acontece de 29 de maio a 1º de junho, no Cais do Porto, no Rio de Janeiro. O evento oficial da semana de moda carioca vai reunir 250 expositores, que apresentam as novidades para o Verão 2011 em um grande showroom. As empresas Gôra e Lafort, de Curitiba; Perfect Way, de Maringá; e Richini, de Cianorte, vão expor o melhor da moda produzida no estado ao lado das principais grifes nacionais.

Pela segunda vez, o Sebrae no Paraná apoia o evento com o espaço que leva o nome do estado. A ação reforça a estratégia desenvolvida pela entidade para consolidar o Paraná como produtor de moda e referência de qualidade e estilo também no cenário nacional.

“A participação das quatro grifes no Rio-à-Porter, evento que reúne compradores de todo Brasil e internacionais, oportuniza a essas empresas acessar novos mercados e mostrar nosso potencial criativo e a moda produzida no Paraná. Além de novos negócios, elas ainda ganham visibilidade ao participarem do Rio-à-Porter, referência no universo da moda e negócios”, avalia a coordenadora do setor de Vestuário do Sebrae no Paraná, Carla Werkhauser.

Foco na gestão

De acordo com a coordenadora estadual, para preparar os proprietários de micro e pequenas empresas da cadeia produtiva do vestuário o Sebrae oferece soluções focadas em gestão, produção e design, com o objetivo de promover a competitividade às pequenas empresas e posicionar o Paraná como produtor de moda.

“As quatro grifes que participam do evento fazem parte de projetos setoriais do Sebrae no estado. O Rio-à-Porter é uma ação-chave que reforça o posicionamento de consolidar a Marca Paraná e o estado como referência na produção de moda”, explica Carla Werkhauser. “Para o Sebrae, o setor do vestuário é considerado estratégico pela alta concentração de micro e pequenas empresas e pela sua representatividade na economia paranaense”, complementa a coordenadora.

Segundo dados da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em todo o estado existem 5,5 mil empresas ligadas ao setor do vestuário. Elas produzem anualmente cerca de 150 milhões de peças e geram faturamento de R$ 4 bilhões ao ano.

 

Fonte: PEGN e Sebrae

Será que o grátis vale a pena?

Passado o frenesi causado pelo lançamento do polêmico livro “Free, o futuro dos preços”, do jornalista Chris Anderson, as empresas tentam encontrar um ponto de equilíbrio entre o desejo coletivo por produtos e serviços gratuitos e um modelo viável de negócio

 

Guilherme Coelho, da Aprex: plano grátis de serviços on-line funcionou como chamariz de 50 mil usuários para o site

 

Se você tem uma empresa, sabe que os consumidores estão acostumados a usar um número cada vez maior de produtos e serviços gratuitos, principalmente na internet. Abrem contas de e-mail e não pagam nada, baixam músicas de graça, e falam, via skype, com pessoas do outro lado do mundo sem se preocupar com a conta telefônica. Vivem em um mundo que caminha, segundo o escritor e jornalista Chris Anderson, autor de Free, o Futuro dos Preços, para uma economia virtual cada vez mais centrada na oferta gratuita de serviços. Mas, se as empresas não cobram dos clientes, quem vai pagar a conta?

Os sócios da Aprex, empresa paulistana criada em 2007, apostaram na degustação. Em destaque no site, um botão amarelo convida, com um “Assine Grátis”, qualquer visitante a experimentar, por tempo ilimitado, as ferramentas on-line de escritório eletrônico e e-mail marketing criadas para profissionais liberais e pequenos empresários. Quando pensaram na estratégia, os sócios da empresa queriam atrair a atenção, apresentar os serviços prestados e convencer parte dos usuários a migrar do plano grátis para os planos pagos. Adotaram, assim, um modelo de negócio freemium, mistura das palavras free e premium: a maioria dos usuários usa a versão básica e gratuita do serviço, enquanto um pequeno grupo paga para consumir o pacote mais sofisticado e completo. “Em parte deu certo. Depois de cinco meses, já tínhamos 10 mil usuários cadastrados e hoje são 50 mil”, afirma Guilherme Coelho, 40 anos, um dos sócios da Aprex.

 MODELO FREEMIUM

Mas, mesmo com as restrições do serviço grátis, apenas mil passaram a assinar os pacotes pagos da empresa. “Esse é um problema do modelo freemium. O consumidor que usa o serviço gratuito precisa entender bem a diferença do premium, o que ele oferece de melhor e por que vale a pena pagar por ele”, afirma Edson Crescitelli, professor de Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM). No caso da Aprex, as diferenças são bem claras. Quem paga conta com um rígido sistema de segurança maior, recebe mais atenção do suporte técnico e fica livre dos limites de disparo de e-mail e de tarefas, por exemplo, impostos a quem não paga. “Quem é assinante também não vê publicidade — só posicionamos banners nas contas gratuitas. Mas, apesar de ser uma fatia do nosso faturamento, a publicidade não sustenta a empresa inteira, não pode ser transformada no nosso modelo de negócio”, diz Coelho. 

 

Os sócios decidiram, então, criar um pacote de serviços muito barato, mas não de graça. Por R$ 9 ao mês, o usuário pode usar a ferramenta de e-mail marketing da Aprex e disparar mensagens para até mil endereços. “Este novo valor do pacote trouxe um alerta e nos fez repensar o papel do grátis na empresa. Logo percebemos que o número de clientes do plano de R$ 9 que migrava para planos mais caros passou a ser muito maior que a conversão dos usuários gratuitos”, diz Coelho. Para Crescitelli, neste caso, o que conta não é o valor e sim o conceito. “É bem mais fácil alguém que paga pouco passar a pagar mais do que um usuário gratuito virar pagante. Para quem está começando agora, acredito ser essa a melhor estratégia”, afirma.

 
Valter Domingos, da Mini Kalzone
Vales para salgados gratuitos atraíram uma clientela fiel dentro do shopping center

 

Para as empresas decididas a lançar um produto que já tem similares no mercado, o grátis costuma dar bons resultados. Quando decidiu abrir uma franquia da rede de restaurantes catarinense Mini Kalzone, em um shopping de São Paulo, Valter Domingos primeiro pensou em quem seriam seus potenciais clientes. Além dos frequentadores do shopping, ele queria atrair os 1.800 funcionários que costumam almoçar diariamente na praça de alimentação. Resolveu então distribuir, para cada um, um “vale-calzone” grátis. Para isso, negociou com a franquia o patrocínio de metade dos custos da promoção. “Valeu a pena. Mesmo sacrificando minha margem de lucro, acredito que o fato de oferecer meu produto de graça, para experimentarem, aumentou muito a probabilidade de eles virarem clientes”, afirma Domingos.

 

MODELO DE NEGÓCIO GRÁTIS | Inspirado na empresa de varejo e design de kits eletrônicos Adafruit e aprovado por Chris Anderson
1>>> Crie uma comunidade em torno de informações gratuitas sobre um tópico específico

2>>> Com a ajuda dessa comunidade, projete alguns produtos que as pessoas desejem e disponibilize gratuitamente os produtos desmontados

3>>> Convença as pessoas a comprarem a versão acabada desses produtos

4>>> Repita o procedimento e incorpore margens de lucro de 40% aos produtos

 MÚSICOS PATROCINADOS

No seu livro Free, o Futuro dos Preços, Chris Anderson vê ações como a da Mini Kalzone apenas como promocionais. “Uma amostra grátis é puro marketing, visando apresentar um produto e, ao mesmo tempo, provocar um leve sentimento de dívida moral que pode encorajar as pessoas a comprar o item pelo preço cheio. Um período gratuito de experiência pode ser grátis, mas só por tempo limitado”, escreve Anderson. Para as empresas que ainda não conseguem ver no grátis outra possibilidade que a divulgação, Ricardo Pastore, diretor da Growbiz, consultoria especializada em varejo, alerta que é preciso tomar cuidado. “A promoção deve causar impacto. Se for repetida, não surtirá o mesmo efeito da primeira vez. Sem contar que a concorrência é rápida e pode copiar ou fazer melhor”, afirma.

No Brasil, a gravadora Trama é um exemplo bem-sucedido do modelo de negócio grátis defendido por Anderson. Desde 2007, a empresa oferece no site o Download Remunerado. Toda vez que alguém baixa uma música, sem pagar nada por isso, o artista recebe. Os pagamentos são patrocinados por empresas, sem qualquer custo para o público. “A vantagem é que tanto a Trama quanto os artistas são remunerados pela audiência. O público continua ouvindo as músicas gratuitamente e nós, assim como emissoras de rádio e TVs abertas, recebemos o pagamento das marcas patrocinadoras interessadas em estabelecer comunicação com nossos consumidores”, diz João Marcello Bôscoli, presidente da Trama.

 

CINCO EMPRESAS INTERNACIONAIS QUE APOSTARAM NO MODELO GRATUITO
Revista PEGN
SAMPLELAB, JAPÃO
Em Tóquio, a loja SampleLab permite que os clientes peguem, a cada visita, cinco produtos grátis. São 700 pessoas por dia, que levam para casa velas, creme para o rosto e cartuchos de videogame. A entrada só é permitida para quem paga uma anuidade de US$ 13. A SampleLab cobra um aluguel das empresas que expõem os produtos nas prateleiras. Outra fonte de renda vem das pesquisas respondidas pelos clientes – as empresas pagam US$ 4 mil pelos dados. 
Revista PEGN
RYANAIR, IRLANDA
A companhia aérea cobra US$ 20 por uma passagem de Londres a Barcelona e deseja, no futuro, oferecer todas as suas rotas de graça. Para conseguir fazer do negócio um modelo viável, a Ryanair cobra pela comida e bebida servidas a bordo, pelas taxas extras por pré-embarque e pelo embarque de bebês. Ganha com os anúncios em voo e com as reservas de hotel e aluguel de carro feitas pelo seu site. Ainda estabelece uma taxa de uso de cartão de crédito na compra das passagens. 
Revista PEGN
BETTER PLACE, ISRAEL
A empresa de carros elétricos Better Place dá o automóvel e a bateria de graça. Inspirada no modelo de negócio da telefonia celular, a empresa vende um pacote de milhas para três anos de uso por menos do que se pagaria por um carro tradicional. 
Revista PEGN
ZECCO, ESTADOS UNIDOS
Na corretora on-line, os investidores podem fazer, gratuitamente, até dez operações mensais no mercado de ações. Mas é preciso manter um saldo de US$ 2.500 na conta. As operações adicionais custam US$ 4,50 cada – um quarto dos 150 mil clientes ultrapassa o limite de dez operações por mês. Depois de dois meses de período experimental gratuito, a Zecco vende aos clientes aplicativos de administração de portfólio e de planejamento de impostos. 
Revista PEGN
UNIVERSIDADE DE BERKELEY, ESTADOS UNIDOS
A Universidade de Berkeley disponibiliza as aulas de seus professores no YouTube. Ao tornar públicas as aulas de cursos que chegam a custar até US$ 35 mil por ano, a universidade atrai futuros alunos, que usam o material da internet para escolher o curso que querem fazer.

 

Fonte: PEGN

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: