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Ange Kilcher

A importância da cor no projeto de design – 4

Olá Pessoal!

Hoje vamos falar de combinação das cores.
A combinação é peça fundamental para que o trabalho final do designer fique harmonioso, muitos designers antes mesmo de começar a trabalhar, fazem primeiro a escolha da paleta de cores. Como fazer a cominação certa para não errar ?
Você pode procurar a harmonia das cores seguindo uma destas combinações:

 Cores análogas:

O efeito é harmônico, parecido com o monocromático, porém com mais opções. Uma cor deve dominar.

 

 

Cores complementares divididas:

Provoca alto contraste e forte tensão no conjunto.

 

 

 

Cores triádicas:

Escolhe-se cores eqüidistantes no disco. Apesar do contraste, o resultado é bem harmônico e balanceado.

 

 

 

Cores tetrádicas:

Escolhe-se dois pares de cores complementares.
Para não haver desequilíbrio, uma cor deve ser dominante.

 

 

 

Logo, logo tem mais!

Leia a primeira parte do post.

Leia a segunda parte do post.

Leia a terceira parte do post.

Leia também:  Mas o que é Gestalt? e Continuando a falar sobre Gestalt.

Ange Kilcher.

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A importância da cor no projeto de Design – 3

 Olá pessoal!

Continuando o nosso assunto sobre cores, é importante dizer que o significado de cada uma delas depende muito do contexto social cultural e psicológico, dependem da relação com a situação e principalmente, da interação com outras cores.

O branco e o preto por exemplo, podem ter diferentes conotações:

Significado das cores:

Cinza
Do latim, cinicia, ou do germânico gris.

-Tédio, tristeza, velhice, pena.
-Seriedade, sabedoria
-Passado, desanimo
-Aborrecimento, decadência

Vermelho
Do latim vermiculus (verme, inseto)

-Calor, paixão, violência
-Perigo, guerra, ira, glória
-Vida, ousadia, emoção
-Dinamismo, força, energia
-Coragem, esplendor, vigor, intensidade, poder,

Laranja
Do persa narang (flamejar do fogo)

-Calor, euforia, luminosidade, advertência
-Alegria, força, energia dureza
-Tentação, prazer, senso de humor

Amarelo
Do latim amaryllis (cor da luz irradiante)

-Conforto, alerta, iluminação, gozo, ciúme, expectativa
-Esperança, orgulho, idealismo, inveja, ódio
-Egoismo, euforia, originalidade

Verde
Do latim viridis (faixa harmoniosa entra o céu e o sol)

-Umidade, fresco, verão, bem-estar, paz, saúde, abundancia, descanso
-Tranquilidade, segurança, natureza, equilíbrio, crença, serenidade
-Juventude, suavidade

Azul
Do persa lázúrd (azul)

-Frio, mar, céu, feminilidade, tranqüilidade, viagem, verdade, sentido, afeto
-Paz, intelectualidade, advertência, precaução, serenidade, infinito, amor
-Confiança. Meditação,conservadorismo, tecnologia

Roxo
Do latim russeus (vermelho carregado)

-Noite, janela, aurora, sonho fantasia, mistério
-Profundidade, justiça, egoísmo, grandeza
-Espiritualidade, calma, delicadeza, dignidade

Por hoje é só, na próxima semana, vamos falar de algumas combinações, e exemplos de alguns cases.

Até a próxima o/

Da Redação: Ange Kilcher

Leia a primeira parte do post.

Leia a segunda parte do post.

Leia também:  Mas o que é Gestalt? e Continuando a falar sobre Gestalt.

 

A importância da cor no projeto de Design – 2

Olá pessoal! 

Continuando a falar das cores, vocês sabiam que a escolha certa da cor pode influenciar o cliente na hora da compra?

É isso mesmo, estudos comprovam que a influência das cores sobre o estado emocional, produtividade e qualidade do trabalho de um indivíduo.

Existem dois casos: a compra pela emoção e a compra pela razão.

Na compra pela emoção o consumidor é pego de surpresa, não planeja a compra. É conquistado, fisgado pelo produto.

A compra pela razão, é aquela que envolve o planejamento e a necessidade. Nos dois casos, a cor tem um importante papel.

Sim, cor é coisa séria! 

Vejamos aqui o significado de cores quentes e frias:

Cores quentes 

Confraternização,
Estímulo / atividade cerebral

Vermelho

-Saliente, agressiva, estimulante

-Cor do fogo e do sangue
-Sensação de calor, aproximação e euforia
-Utilizada para se criar ambientes ou produtos quentes e aconchegantes.

Cor muito quente-Acolhedora, saliente e viva
-Evoca o fogo, o sol, a luz e o calor assim como o vermelho e o amarelo
-As áreas pintadas pelo laranja representam ser maiores do que são
-Cor psicologicamente capaz de ativar a digestão.

Laranja

Cor luminosa

Amarelo
-Evoca dominação, riqueza material e espiritual
-Representa o calor, energia e claridade.
-Desde a antiguidade está associada com a cor do sol e do ouro
-Opõe-se à passividade e à frigidez do azul. 

Cores friasRelaxamento, introspexão
Azul

-Cor fria por excelência.
-É calmante e sonífera
-Dá a sensação de frescor
-Exerce apelo intelectual, inteligência e raciocínio.

Cor passiva-Alivia tensões e equilibra o sistema nervoso,por isso é muito usada em hospitais, locais de repouso e mesas de jogos
-É associada à esperança, felicidade e liberação do movimento para frente (sinal verde)

Verde

Branco
-Cor da pureza e inocência
-Simboliza a paz, nascimento e morte

Preto
-Sombra, frio, angústia, tristeza e morte
-Símbolo da perda, do luto e da angústia

No próximo encontro, vamos falar do significado de cada uma das cores.

Não perca !

Até a próxima o/

Da Redação: Ange Kilcher

Leia a primeira parte do post.

Leia também:  Mas o que é Gestalt? e Continuando a falar sobre Gestalt.

A importância da cor no projeto de Design

Olá pessoal! 

Aproveitando este começo de ano, desejo a todos um feliz 2011!

Com um pouco mais de tempo, volto a escrever a coluna de design, e desta vez, vamos começar o ano falando do maravilhoso universo das cores e o quanto ela é importante em uma peça de design. 

Quem estudou as cores e a luz foi Isaac Newton, ele reproduziu um arco-íris dentro de casa através de prismas e lentes.
Ele passou o arco-íris em miniatura por um segundo prisma, reconstituindo o raio de luz branca original. Concluiu então, que a cor está na luz, não no vidro. 

Os nossos olhos funcionam como prisma, eles transmitem ao cérebro tudo aquilo que vemos. Portanto, nossos olhos não podem ver a cor sem luz.

A luz do sol contém vários tipos de radiações que constituem o aspecto eletromagnético. Cada comprimento de onda corresponde a um tipo de radiação. 

A cor é conhecida por duas sínteses:

-síntese aditiva (cor luz) RGB

-síntese subtrativa (cor pigmento) CMYK

O processo aditivo é conhecido como RGB:

Red, Green, Blue.

Vermelho, verde e azul, as cores primárias.

Do preto ao branco, quanto mais cor for acrescentada, o resultado é mais leve e tende a ficar branca:

Estas cores são usadas para vídeo, TV e internet. Elas são mais brilhantes por causa da luz do monitor.

Comprimentos de onda : Física.

Para trabalhos feitos para web, teatro, vídeo, deve-se usar este modo de cores.

O processo subtrativo é conhecido como CMYK

Ciano, Magenta, Yellow, Black.

Neste processo, a cor é determinada pelo pigmento. Os pigmentos próprios da natureza, dão cor a todos os materiais.

-Os minerais
-O óxido de ferro
-O urucum
-As folhas e frutos
-O carvão entre outros

Com o tempo, a tecnologia criou pigmentos sintéticos, as cores artificiais.

Cada pigmento possui uma cor. Estamos falando das cores primárias, pois a partir delas todas as outras são possíveis.

Do branco ao preto, quando se acrescenta cor, o resultado tende a ficar mais escuro e preto:

Estas cores são usadas para impressão.

Portando para trabalhos feitos para impressão deve-se usar este modo de cores.

Pigmentos cromáticos: química. Pigmentos naturais ou sintéticos: absorção da luz. 

No nosso próximo encontro, vou falar da ações psicológicas da cor e significados.

Não perca! 

Até a próxima o/

Continuando a falar sobre a Gestalt

 

         Olá Pessoal!

 

 

Continuando a falar sobre a Gestalt, hoje vamos falar sobre as leis da Gestaltistas da organização, ou seja, a partir destas leis, foi criado o suporte sensível e racional, espécie de abc da leitura visual, que vai permitir e favorecer toda e qualquer articulação analítica e interpretativa da forma do objeto, sobretudo, com relação a utilização das demais categorias conceituais. São elas:

1- Unidade;

2- Segregação;

3- Unificação;

4- Fechamento;

5- Continuidade;

6- Proximidade;

7- Semelhança;

8- Pregnância.

 

1- A unidade, pode ser um único elemento ou parte de um todo:

 

2- A Segregação é a desigualdade, separar, evidenciar, destacar em um todo ou em partes:

 

3- A Unificação é a igualdade ou semelhança. Estímulos de ordem que produzem harmonia, equilíbrio, ordem visual e coerência:

 

4- O Fechamento contribui para formar unidades, unidades em todos fechados:

 

5- Continuidade. Impressão visual de partes que se sucedem organizada de modo coerente e fluída:

 

6- Proximidade: Elementos próximos, tendem a ser vistos juntos e depende da forma, cor, tamanho, textura, brilho, peso e direção:

Você vê três colunas, não três linhas!

 

7- A Semelhança é igualdade de forma e cor, tendência de agrupamentos:

 

8- E, por ultimo e não menos importante a Pregnância da forma que é a soma do equilíbrio, clareza e unificação visual.  Podemos dizer que a imagem possui uma alta ou baixa pregnância da forma. A alta pregnancia é a baixa dificuldade de leitura e a baixa pregnancia é a alta dificuldade de leitura:

 

Ou seja, quanto maior for a organização visual da forma do objeto, em termos de facilidade de compreensão e rapidez de leitura ou interpretação, maior será o seu grau de pregnância.

 

Por hoje é só, mas fique atento, pois na próxima semana, vamos analisar algumas imagens usando os conhecimentos abordados anteriormente sobre a Gestalt, ok ?

Até a próxima semana! o/

Bibliografia: Gestalt do Objeto, sistema de leitura visual da forma, João Gomes Filho.

Acervo pessoal.

 

Da Redação: Ange Kilcher

 

Mas o que é Gestalt?

Ola pessoal! 

Hoje vamos falar sobre a Gestalt.

Mas o que afinal é Gestalt ? que nome estranho é esse ?

 

Gestalt, é uma teoria que diz que a arte(e o design também), se fundam no principio da pregnância da forma, ou seja, na formação das imagens, os fatores de equilíbrio, clareza e harmonia visual constituem para o ser humano uma necessidade. E por isso, considerados indispensáveis, seja numa obra de arte, num produto industrial, numa peça gráfica, num edifício, numa escultura ou em qualquer outro tipo de manifestação visual. 

Interessante não ?

No seu inicio, ela era voltada para o estudo da psicologia e dos fenômenos psíquicos, mas com o tempo, a Gestalt acabou ampliando seu campo de aplicação e tornou-se uma verdadeira corrente de pensamento filosófico. 

E que filósofo era esse ?

O vienense e também psicólogo Christian von Ehrenfels apareceu com esta idéia no finalzinho do século XIX.

Mais tarde, por volta de 1910 a Gestalt teve seu início mais efetivo por meio de três nomes principais: Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka da Universidade de Frankfurt.

A Gestalt, termo que vem do alemão e não tem tradução, também era uma escola: a escola de Psicologia Experimental.

 A tarefa do designer, do artista, ou de qualquer outro profissional é de conceber e desenvolver objetos que satisfaçam as necessidades de uma adequada estrutura formal, certo ?

E este objetivo é alcançado tendo como referencia os estudos e experiências realizadas pela Gestalt no campo de percepção visual da forma.

 

Ok, vamos lá:  A Gestalt é o estudo dos motivos pelos quais algumas formas agradam mais que outras.

A Teoria da Gestalt afirma que não se pode ter conhecimento do todo através das partes, e sim das partes através do todo. Compreende ? Que os conjuntos possuem leis próprias e estas regem seus elementos e que só através da percepção da totalidade, é que o cérebro pode de fato perceber, decodificar e assimilar uma imagem ou um conceito. 

Um pouco da teoria de Gestalt:

A Gestalt após sistemáticas pesquisas, apresenta uma teoria nova sobre o fenômeno da percepção. Segundo esta teoria, o que acontece no cérebro não é idêntico ao que acontece na retina. A excitação cerebral não se dá em pontos isolados, mas por extensão. Não existe, na percepção da forma, um processo posterior de associação de várias sensações. A primeira sensação já é de forma, já é global e unificada.

 

Vejamos alguns exemplos para entender melhor:

 

 

Na figura ao lado, a linha A parece maior que a linha B. Mas na verdade, elas tem o mesmo tamanho.

 

 

 

 

Os dois círculos centrais, embora pareçam diferentes, têm o mesmo tamanho.

 

 

 

Ficou interessado ?

Então não perca na próxima semana, falarei sobre os princípios básicos da organização deste sistema de leitura visual, e no final da matéria, aprenderemos como analisar uma imagem seguindo as leis de Gestalt.

 

Até a próxima! o/ 

Bibliografia: Gestalt do Objeto, sistema de leitura visual da forma, João Gomes Filho.

Acervo pessoal.

Da Redação: Ange Kilcher

Continuando com Bauhaus

 

Vamos então continuar falando de Bauhaus, nesta matéria conseguiremos finalizar o tema. Para quem perdeu a primeira parte é só acessar AQUI.

 

 

Desde o início, existiu a intenção declarada de pensar no design de ação construtiva, esta era a contribuição pedagógica de Gropius e Bauhaus: a idéia de que o design devesse ser pensado como uma atividade unificada e global, desdobrando-se em muitas facetas, mas atravessando ao mesmo tempo, múltiplos aspectos da atividade humana.           

Digamos que a Bauhaus tinha dois objetivos principais: O primeiro objetivo foi a síntese estética mediante a integração de todos os gêneros de arte e de todos os ramos da pratica artesanal. O segundo era a síntese social mediante a orientação da produção estética e diante das necessidades de um amplo espectro de classes sociais.

 

Aprendendo na Bauhaus:

A Bauhaus criou liceus de artes e ofícios, resgatando o trabalho feito a mão, que foi perdido na produção industrial do ultimo século. Também ofertou cursos preparatórios para formar pessoas com talento artístico para serem designers, artesãos, pintores, escultores e arquitetos. ava os olhos através da linguagem visual, pois alem de receber uma formação técnica e artesanal, o designer deveria aprender uma linguagem de forma a fim de poder exprimir suas idéias visualmente. Por isso foram efetuados estudos intensivos na Bauhaus, a fim de transmitir aos estudantes um conhecimento objetivo sobre os fatos ópticos e as leis da natureza como a proporção, ilusões ópticas e cores.

 

Pequeno bule de essência de chá, 1924 – De Marianne Brandt

 

Cada estudante da Bauhaus tinha de trabalhar, no curso de sua formação, em uma oficina escolhida por ele, depois de ter concluído com êxito o preparatório. Ali, ele estudava ao mesmo tempo com dois mestres: um de artesanato, e outro de design. Era preciso que passasse por dois professores diferentes pois não havia artesãos que possuíssem suficiente fantasia para dominar problemas artísticos e nem artistas que possuíssem suficientes conhecimentos técnicos para dirigirem uma seção de oficinas.

A Bauhaus queria formar uma nova geração capaz de reunir estas duas qualidades. 

Após três anos de instrução no campo do artesanato e da projeção, o estudante prestava um exame não só perante os mestres da Bauhaus, mas também perante os mestres da câmara artesanal, para receber sua carta de oficio.

Para os que quisessem prosseguir com os estudos, a terceira fase consistia no aprendizado da construção. Estagio em canteiros de obras, experiências práticas com novos materiais de contrução, cursos de desenho técnico e de engenhariam, ninistrados juntamente com os de projeto, levavam o diploma de mestre da Bauhuas. Na prática, os estudantes se tornavam então, arquitetos, professores, desenhistas, projetistas, industriais, dependendo de suas aptidões pessoais.

Toda a estrutura da instituição dada na Bauhaus mostra o valor que foi atribuído a problemas práticos, os quais forçam de fato o estudante a vencer finalmente todas as dificuldades internas e externas. Infelizmente ao longo dos anos, a Bauhaus foi perdendo aos poucos o seu utopismo inicial e, após a saída de Gropius, foi se adequando a uma visão menos grandiosa do design.

 

 

 

Ao longo da sua existência, o ensino Bauhausiano se estruturou em torno de oficinas dedicadas a uma única atividade ou a um único material. Existiram também, aulas e oficinas de cerâmica, metal, tecelagem, mobiliário, vitrais, pintura mural, pintura de cavalete, escultura e talha, encadernação, impressão gráfica, teatro, arquitetura, design de interiores, publicidade e fotografia. Pena que tudo isto tenha chegado ao fim com a sua autodissolução em 20 de julho de 1933, diante da pressão do governo nacional socialista de Adolf Hitler.

Para a maioria dos que participaram, o significado maior da escola esteve na responsabilidade de fazer uso da arquitetura e do design para construir uma sociedade melhor, mais livre, mais justa e plenamente internacional, sem o conflito de nacionalidade e raça que então dominava o cenário político da época.  

Eu sou fã da Bauhaus e gostaria de falar mais sobre este assunto, mas podemos continuar com a nossa coluna na semana que vem falando sobre Gestalt, interessantíssimo e tenho certeza que se você nunca ouviu falar, vai ficar impressionado!

 

Até semana que vem ! o/

Bibliografia: Uma introdução à historia do design, Rafael Cardoso, 2ª edição – Scope of Total Architecture, Copyright by Harper & Row, Publishers, Incorporated, New York. 3ª edição 1977

 

Da Redação: Ange Kilcher

 

Bauhaus na área!

Olá pessoal! é com enorme prazer que inauguro a primeira matéria da minha coluna escutando Beatles, e escrevendo um pouco da escola, que se transformou no principal paradigma do ensino no design do século XX: A Staatliches Bauhaus, ou simplesmente Bauhaus.

Mesmo resumindo vou dividir a matéria em duas partes.

 

 

 

Como disse Newton Cesar em seu livro Os primeiros segredos da direção de arte:

“Informação e cultura, são características do ser criativo”. E por que ? porque sem bagagem e sem pesquisa nada se cria! Haaaaaaaaa!

A minha intenção é poder passar inicialmente, um pouco da historia da arte, digamos que esta seja, uma primeira parte do processo do design, ou do design de marcas e que sem dúvida alguma é imprescindível a qualquer estudante ou profissional.

Então vamos começar a nossa viajem voltando lá para o período modernista, logo após o horror da primeira guerra mundial.

Entre 1918 e 1919, a Alemanha sofria um clima extremamente conturbado, e a derrota na guerra havia deixado dois milhões de mortos no lado alemão. Enquanto isso em 1919 na pequena cidade alemão de Weimar, famosa por sua tradição literária, um jovem arquiteto e ideário socialista chamado Walter Gropius fez uma proposta , (que graças a Deus foi aceita), ao governo estadual provisório da época. Uma proposta de reformulação do ensino artístico público:

 

“Tornei-me inteiramente cônscio, com base em reflexões pessoais,de minha responsabilidade como arquiteto, em conseqüência da primeira guerra mundial, em cujo transcurso minhas idéias teóricas tomaram forma pela primeira vez.” Walter Gropius.

 

Formada através da unificação e reorganização de duas escolas já existentes em Weimar: a academia de belas-artes e a escola de artes e ofícios, a Bauhaus teve em seu corpo docente nada mais, nada menos que Wassily Kandinsky e Paul Klee. É pouco ou quer mais ? : László Moholy-Nagy, Lothar Schereyer, Lyonel Feininger, Marcel Breuer, Marianne Brandt e Oskar Schlemmer das áreas de pintura, design, arquitetura, fotografia, escultura e literatura, também faziam parte do corpo docente.

E todas estas profissões vindas de diversas origens nacionais pregando uma variedade de filosofias e crenças, e esta capacidade ímpar de reunir um grande número de pessoas muito criativas e muito diferentes em uma única escola, deu vida a Bauhaus e transformou esta pequena instituição em um foco mundial para o fazer artístico.

 

Assim em 1919 foi inaugurada a Bauhaus. Seu escopo específico era concretizar uma arquitetura moderna que, com a natureza humana, abrangesse a vida em sua totalidade” Walter Gropius.

 

Bem, a Bauhaus não teve só Gropius como diretor, na verdade ela teve três diretores: Gropius (1919-1928), Hannes Meyer (1928-1930) e Mies van der Rohe (1030-1933). E também passou por três diferentes cidades: Weimar, Dessau e Berlim. Estas sucessivas mudanças de cidades,devem-se em grande parte a conflitos políticos nos momentos em que a autoridade regional que financiava a escola, passava as mão de partido antipatico as suas inclinações ideológicas.

 

 

Apesar de sua curta existência de vida entre a primeira e a segunda guerra mundial, período este, conturbado pela tensão entre ímpetos revolucionários e estruturas repressoras, a contradição manifesta entre a condição de instituição estatal, e as idéias libertárias da maioria dos membros da Bauhaus, já surte uma idéia da natureza dos conflitos que marcaram a escola na época.

Na direção de Gropius, a Bauhaus esteve sempre preocupada em agregar pessoas e propostas das mais diversas tendências. Suas propostas estavam abertas para praticamente qualquer novidade e essa receptividade acabou atraindo de toda a Europa, figuras e idéias inovadoras relacionadas ao fazer artístico e arquitetônico.

 

O que a Bauhaus propôs na prática, foi uma comunidade de todas as formas de trabalho criativo, e em sua lógica, interdependência de um para com o outro no mundo moderno” Walter Gropius.

 

Na próxima semana falarei sobre como era o ensino na Bauhaus, e como foi o fim da escola naquele período.

Até semana quem vem ! o/ 

Bibliografia: Uma introdução à historia do design, Rafael Cardoso, 2ª edição – Scope of Total Architecture, Copyright by Harper & Row, Publishers, Incorporated, New York. 3ª edição 1977

Da Redação: Ange Kilcher

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