Atualmente existem muitos homens empurrando o carrinho de bebê se seus filhos. Coisa que a alguns anos, nossos pais nem pensavam nisso. Homens compram roupas de bebê, mas esse mercado é extremamente difícil de ser entendido, ainda mais que as idades que estão nas roupas podem não refletir o verdadeiro tamanho do bebê.

Pense na possibilidade de homens poderem levar seus filhos para passear, empurrando um carrinho Harley Davidson com compartilhamento para fraldas e mamadeiras Nike. 

Há vários lugares em que os homens gostariam de entrar e comprar – de fato, querem e até precisam comprar – se não se sentissem tão indesejáveis. Por exemplo, há mais lojas do que nunca de produtos para saúde e beleza masculinos. Mas a maneira como são vendidos nunca fará dos homens ávidos compradores. 

Nas redes de drogarias e seções de supermercado onde esses produtos são vendidos, a atmosfera é predominantemente feminina. Xampus, sabonetes e outros produtos utilizáveis por ambos os sexos são invariavelmente embalados e nomeados pressupondo que as mulheres farão todas as compras. 

Os produtos masculinos como creme de barbear, loção para cabelo e desodorante, são expostos em uma pequena e insignificante seção espremida entre todos os produtos claramente femininos.

Há um mercado inexplorado para cremes hidratantes e filtros solares  entre os homens que trabalham ao ar livre: policiais, operários da construção civil, instaladores de linhas de TV a cabo e telefone, patrulheiros rodoviários.

Dado tudo que sabemos sobre o câncer de pele, esses sujeitos realmente precisam de acesso a esses produtos. Mas eles não vão andar em meio aos blushes e cremes contra rugas para encontrá-los. Nem comprarão um produto que se apresenta destinado a mulheres e crianças. Se você atravessar a seção de produtos para a saúde e beleza típica, pensará que os homens não têm pele. Mas tem, e eles precisam de ajuda. 

A Clinique produz uma linha completa de produtos de barbear e  para a pele masculina. Mas em uma ultra sofisticada loja de departamentosem Nova York, um homem tem de percorrer a seção de cosméticos femininos no térreo para encontrar seu produto. Quem vai adivinhar que creme de barbear está junto dos batons?

Sem dúvida, muitas mulheres compram produtos de barbear para seus maridos, mas essa é a abordagem antiquada, não a tendência. 

A Gilette produz cremes de barbear para uma variedade de tipos de pele e não há dúvida de que são para homens. Mas como o homem vai saber qual o seu tipo de pele?

Um simples quadro na parede resolveria a questão. 

Mesmo visitando drogarias em locais que são freqüentados por gays, a seção masculina espreme-se em uma prateleira de canto entre a cabine de revelação de filmes e as lâminas descartáveis. 

Dar aos homens seus próprios produtos em um lugar onde comprá-los seria um bom começo. Mas é preciso esquecer a seção de saúde, beleza e cosméticos criada para mulheres. É preciso começar do zero ao começar um departamento de saúde masculina, beleza, produtos de barbear, xampu e condicionadores, perfumes, camisinhas, pomadas para dores musculares, remédios de venda livre e as vitaminas, suplementos alimentares e remédios a base de ervas para males que afligem os homens. Deveria haver também um display de livros e revistas de saúde, educação física e aparência. 

A própria seção teria um ar masculino, dos materiais de exposição ao desenho das embalagens. E o merchandising teria em mente os homens> os cartazes seriam grandes e proeminentes e tudo seria fácil de achar. A revista mais bem sucedida dos últimos 10 anos tem sido um periódico chamado Men’s Health, que vende mais de 1,5 milhões de exemplares por mês. Se a revista consegue prosperar, porque não a seção de loja também? 

Livro: Vamos as Compras – Paco Underhill – 18 edição

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Até a próxima pessoal, espero que tenham gostado!

Sandra Mendes